A história do Sino e da Sineta do Panathlon Club Santo André

 

A palavra “Sino” tem origem do latim “signum”, que significa “Sinal”.

O Sino é um instrumento de percussão inventado na China há cerca de 4.600 anos, já a Sineta é um Sino pequeno.

No início, o sino era utilizado como meio de comunicação, tendo funções como a de marcar as horas, e avisar aos trabalhadores que seu turno de trabalho chegara ao fim.  A partir da China, a utilização dos sinos passou a ser difundida por toda a Ásia, Oriente Médio, e Europa. 
Mais tarde, além de serem utilizados como eficientes meios de comunicação, também se tornaram belos instrumentos musicais. Através dos tempos, os sinos passaram por grandes transformações em relação a suas formas, usos, e dimensões. 
No catolicismo, os sinos começaram a ser empregados por volta do ano 400 (século V), em mosteiros da região da Campânia, sul da Itália. Pelo fato da Campânia ser o berço da introdução dos sinos junto ao catolicismo, temos hoje a palavra “campana”, como sinônimo para sino, ou campainha. Com o tempo, além dos mosteiros, os sinos passaram a ser encontrados nas torres das igrejas paroquiais e de grandes catedrais.  As torres dos templos católicos estavam cada vez mais altas e espessas, e com isto, os sinos cresceram muito em quantidades e dimensões para que com um som mais potente, atingissem não apenas a comunidade do entorno do templo, mas também a grandes distâncias. 
Os sinos se espalharam rapidamente por toda a Europa, e com a descoberta do continente americano, evidentemente se fazem presentes ao longo das três Américas e de todo o mundo. 
Sempre foram fabricados em metal, e já há muito tempo nossos sinos modernos são fundidos em bronze, que é um metal derivado da fusão entre o cobre e o estanho. 

No cristianismo, além das igrejas católicas, os sinos também são encontrados nas igrejas ortodoxas, anglicanas e luteranas. 

O simbolismo de sino vincula-se à percepção do som e as vibrações sonoras e representa o critério da harmonia universal, e simboliza também o chamamento divino, e a comunicação entre o céu e a terra. Mas o sino possui também o poder de entrar em relação com o mundo subterrânea.

Na Índia, o sino é usado para simbolizar o ouvido e tudo que é percebido por ele. Já no Islã, o sino representa a repercussão do poder divino, e marca a limitação das condições temporais. Para o budismo, o som dos sinos de ouro simboliza as vozes divinas. Para a cultura chinesa, o sino está relacionado com o barulho dos tambores e representa o som dos trovões. 

O som dos sinos possui um poder de purificação e é capaz de afastar as más influências.

Segundo a mitologia cristã, os sinos possuem o poder de tornar invencíveis na guerra contra o mal. Os espíritos malévolos são aterrorizados pelo som dos sinos. 

A oração do Ângelus, oração cristã, é acompanhada sempre do ressonar dos sinos, tocados três vezes por dia, de manhã, ao meio dia, e à tarde, para recordar os cristão das três pessoas da Santíssima Trindade.

Também na mitologia cristão, o sino é usado para simbolizar o anúncio do nascimento do menino Jesus.

Entre os países que ao longo da história se destacam como grandes fabricantes de sinos, temos: Itália, Espanha, Portugal, Alemanha, Holanda, e Bélgica.

 

Vocabulário dos sinos

Campana: Sinônimo para sino ou campainha. 
Campanário: Torre que possui sinos, também chamado de torre sineira. 
Campanologia: Ciência que estuda a origem, história e fundição dos sinos. Constitui-se também na arte de tocar músicas em sinos, campainhas, ou copos. 
Campanólogo: Todo aquele que se dedica à campanologia. 
Carrilhão: A presença de mais de um sino no campanário já se constitui em um carrilhão. 
Carrilhão musical: Conjunto de vários sinos com notas musicais distintas onde se pode tocar qualquer música. 
Carrilhonista: Músico que toca carrilhões. 
Sineira: É a janela da torre, a janela do campanário onde os sinos ficam suspensos e por onde seus sons são propagados. 
Sineiro: É o profissional dos sinos, que pode atuar como fabricante, restaurador, fazer a manutenção, ou mesmo tocá-los.

 

O Sino no Clubes Rotários representa a disciplina e a ordem que deve dominar o ambiente das reuniões, principalmente quanto à atenção que deve ser dispensada pelos rotários, quando proferidas as informações do protocolo e do secretário, além das informações transmitidas pelo presidente. O Sino marca o tempo e o trabalho. O toque do Sino ocorre para informar o início e o fim da reunião rotária. Teve origem nas reuniões rotárias em 1922, quando nos Estados Unidos se realizou um grande concurso de frequência, ficando combinado que o clube perdedor daria ao vencedor um prêmio.

O Clube vencedor foi o de Nova York, que recebeu como prêmio o sino de um navio patrulheiro, colocado numa base de madeira proveniente do navio Vitória, capitania da esquadra do Almirante Nelson, na famosa batalha de Trafalgar.

 

O Sino do Panathlon Club Santo André está sendo introduzido nos convívios mensais a partir de Setembro de 2016 quando comemoramos os 25 anos de fundação.

Foi criado pelo Presidente Prof. Fábio Penha Guerra nos mesmos conceitos Rotários representando a disciplina e a ordem nos ambientes das reuniões.  Foi confeccionado sobre uma base de mármore com os símbolos do Panathlon  Internacional  nas suas laterais em tamanho grande  e na sua parte superior em tamanho menor  e vem acompanhado da Sineta, um sino pequeno também com o logo encravado na sua parte superior.

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